Aparelhos
Históricos
 

Inalador de Ombredanne

(1908)

Aparato para administração de anestésicos inalatórios desenvolvido pelo médico francês Loius Ombredanne (1871-1956). Originalmente idealizado para a administração inalatória de éter. Este aparato foi largamento utilizado, especialmente na Europa e também no nosso meio, até meados do século passado. As imagens abaixo são de um modelo produzido pela “Aesculap”.


 

Inalador Obstétrico de Murphy

(1848)

Desenvolvido para utilização durante analgesia do trabalho de parto pelo obstetra Edward William Murphy. O clorofórmio deveria ser embebido no algodão presente no seu reservatório. Era manipulado pela própria gestante que administrava o agente inalatório de acordo com a sua necessidade.


 

Inalador Obstétrico de Ellis

(1860)

Desenvolvido especificamente para utilização durante analgesia do trabalho de parto por Robert Ellis (1822-1885). Este aparelho utilizava uma mistura de álcool, éter e clorofórmio a fim de minimizar os efeitos colaterias da utilização isolada deste último agente. Foi idealizado para ser manipulado pela própria gestante, que se auto-administrava a mistura anestésica.


 

Inalador de Blake

(1880)

Idealizado para a administração de éter. A parte mais larga do cone deveria cobrir a boca e o nariz sendo o agente inalatório gotejado pela parte superior, embebendo o tecido que ficava envolto no cone interno (grade metálica).


 

Inalador de Junker

(1867)

Idealizado e desenvolvido pelo cirurgião alemão, radicado em Londres,  FE Junker. Tornou-se extremamente popular na época uma vez que contava com uma série de novidades tecnológicas. Incluia até mesmo uma válvula de segurança junto à máscara facial para evitar pressões excessivas no sistema. As novidades incorporadas neste dispositivo fizeram com que fosse considerado um dos precursores mais importantes dos vaporizadores universais que surgiram posteriormente.


 

Inaladores de Tricloroetileno




O tricloroetileno foi utilizado como anestésico inalatório até aproximadamente a década de 60 do século passado. O seu uso obstétrico foi extremamente popular nesta época, inclusive no Brasil, para analgesia inalatória do trabalho de parto. A administração prolongada e de grandes concentrações podia levar a complicações neurológicas e cardiovasculares, o que fez com que este agente fosse sendo gradativamente abandonado e substituído pelas técnicas neuroaxiais de analgesia. Abaixo, a imagem de alguns vaporizadores e sistemas próprios para o tricloroetileno, de diferentes fabricantes.



 
Alguns Aparelhos Históricos na Anestesia Obstétrica

Réplica do inalador utilizado por Thomas Morton, na exibição pública da primeira anestesia clínica, em 16 de outubro de 1846.
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